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2021 pode ser um ano crucial na luta contra as mudanças climáticas


O ano de 2021 será decisivo para enfrentar as mudanças climáticas, segundo o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), estamos num "ponto de ruptura" para o clima.


A pandemia causada pelo novo Corona vírus (covid-19) foi o grande problema de 2020, mas espera-se que, até o final de 2021, os efeitos das vacinas tenham sido ativados e o assunto clima seja pauta mais forte de discussão.


Apesar das estatísticas preocupantes, ainda há motivos para otimismo. Veja abaixo, cinco razões por que 2021 pode representar um grande avanço na agenda global sobre o clima.



1 . Conferência Climática


Em novembro de 2021, os líderes mundiais irão se reunir em Glasgow, na Escócia, para trabalhar no sucessor do Acordo de Paris de 2015.


Paris foi importante pois foi a primeira vez que praticamente todas as nações do mundo concordaram que têm algum papel na luta contra as mudanças climáticas. O problema foi que os compromissos assumidos à época para a redução das emissões de carbono não atingiram os objetivos estabelecidos pela conferência.


Em Paris, o mundo concordou que, até o final do século, o aumento da temperatura global não seria superior a 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Pelas expectativas atuais, espera-se que o mundo ultrapasse o limite de 1,5°C em 12 anos ou menos e alcance 3°C de aquecimento até o fim do século.


Conforme o Acordo de Paris, os países prometeram voltar a se reunir a cada cinco anos e ampliar seus objetivos de redução de emissões. Isso deveria ter acontecido em Glasgow em novembro de 2020, mas, devido à pandemia, foi adiado para este ano.


2. Compromissos de reduções de emissões


O anúncio mais importante sobre mudanças climáticas no ano passado saiu na Assembleia Geral da ONU em setembro, quando o presidente da China, Xi Jinping, anunciou que seu país tinha como objetivo tornar-se neutro em emissões de carbono até 2060.


Essa foi uma mudança completa em relação às negociações anteriores, quando países temiam assumir o custo de descarbonizar a própria economia, enquanto outros não faziam nada.


Em 2019, o Reino Unido foi a primeira das principais economias do mundo a assumir um compromisso legal de emissões líquidas zero, sendo seguida pela União Europeia em março de 2020. Desde então, Japão e Coreia do Sul se somaram ao que, segundo estimativas da ONU, já são mais de 110 países que estabeleceram uma meta de "zero líquido" até meados do século.


Conforme explica a ONU, o zero líquido significa que não estamos acrescentando novas emissões à atmosfera. As emissões continuam, mas são equilibradas com absorções equivalentes.


3. Redução de custos das energias renováveis


Em outubro de 2020, a Agência Internacional de Energia, uma organização intergovernamental, concluiu que os melhores sistemas de geração solar oferecem "a fonte de eletricidade mais barata da história".


Quando se trata de construir novas centrais elétricas, as energias renováveis já costumam ser mais baratas do que a energia gerada por combustíveis fósseis em grande parte do mundo.

Se os países ampliarem seus investimentos em energia eólica, solar e em baterias nos próximos anos, é provável que os preços caiam ainda mais, até um ponto em que começará a ser rentável encerrar e substituir as centrais elétricas a carvão e gás. Isso acontece pois o preço das energias renováveis segue a lógica de toda a indústria: quanto mais se produz, mais barato se torna, e quanto mais barato se torna, mais se produz.


4. Os negócios verdes


A redução no custo das energias renováveis e a crescente pressão pública para que se atue com relação ao clima também está transformando a atitude das empresas.