• Caroline Martins

Saneamento e a Indústria

De acordo com a Lei nº 11.445, que estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico, podemos definir como saneamento básico o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana, manejo de resíduos sólidos, drenagem e manejo das águas pluviais urbanas.



O problema do baixo acesso ao saneamento


A situação do saneamento brasileiro se reflete nos precários indicadores de atendimento, consequência dos investimentos insuficientes ou mal aplicados no setor.


Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) e tomando por base o ano de 2016, 83% da população era atendida por rede de água. Contudo, cabe salientar a grande variação entre as regiões do país: o índice de atendimento é de apenas 55%, na Região Norte, chegando a 91%, na Região Sudeste.


A realidade do serviço de esgoto é preocupante. Apenas 57% dos brasileiros dispunham de coleta de esgoto e um percentual ainda menor, 45%, contava com algum tipo de tratamento sanitário.


No contexto da pandemia do novo Coronavírus, o cenário fica ainda mais preocupante. A falta de água e saneamento coloca bilhões em risco de contaminação por coronavírus.


De acordo com recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre medidas de proteção, a lavagem de mãos é uma defesa básica de primeira linha, sendo a forma mais eficaz de prevenir a propagação da COVID-19. Entretanto, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), quase 3 bilhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável e sabão, itens de proteção básicos.


O ciclo do saneamento


A cadeia do saneamento, de forma simplificada, inicia-se na captação em reservatórios da água bruta, onde é tratada e distribuída aos pontos de consumo residenciais e industriais. Posteriormente, o descarte é realizado em uma rede de esgotamento e direcionado para tratamento. O ciclo é concluído com a devolução da água tratada ao ciclo natural.



O ciclo do saneamento. Fonte: CNI, 2017.


Além dos efeitos positivos gerados para a indústria ofertante, a expansão dos serviços de saneamento tem impacto significativo na indústria usuária dos recursos hídricos. A insuficiência dos serviços gera o despejo de resíduos sem destinação adequada, por vezes dispostos diretamente nos corpos d’água receptores dos efluentes. Essa situação compromete a qualidade da água, o que pode inviabilizar o atendimento de usos a jusante, como o de uso industrial e o consumo humano (ANA, 2017).



O que as indústrias podem fazer pelo saneamento?


Se tradicionalmente a gestão da água industrial estava focada apenas em reduzir custos e melhorar a eficiência, atualmente empresas ambientalmente responsáveis já perceberam que tal estratégia é um componente crítico para o desenvolvimento sustentável. Não querem e não podem competir com a comunidade. Pelo contrário, têm que se engajar na solução do problema.


Da porta para dentro das indústrias, além de entender como a água é utilizada e o destino dado aos efluentes, a gestão hídrica deve analisar e otimizar todos os recursos de uma unidade produtiva e levar em conta fatores externos, como as mudanças climáticas.


As empresas precisam identificar riscos e oportunidades associados ao uso desse recurso olhando para o curto, médio e longo prazo. Crescimento da população nas cidades, excesso ou falta de chuva, a integração regional olhando a situação das bacias hidrográficas e mudanças de padrão de uso de solo, são questões que estão em crescimento e devem motivar as empresas a fortalecer o assunto.


Não há dúvidas de que as indústrias têm um papel fundamental na entrega de soluções para o desenvolvimento sustentável.


Para minimizar os eventuais impactos negativos e potencializar os impactos positivos nas três dimensões da sustentabilidade: econômica, social e ambiental, é fundamental contar com soluções de uma consultoria ambiental especializada.


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