• Thiago Santiago

Alto número de sepultamentos pode impactar o meio ambiente


Atualmente, os cemitérios brasileiros são o palco principal para entender a dimensão da pandemia da covid-19 no país. Além de indicativos evidentes do número de óbitos e das milhares de famílias de luto, as necrópoles mostram problemas de superlotação, sobrecarga física e emocional de trabalhadores funerários e, ainda, um outro problema: o alto número de sepultamentos pode agravar os danos para o meio ambiente e para a saúde.


Em um relatório publicado em 1998, a OMS (Organização Mundial de Saúde) avaliou que cemitérios também devem ser tratados como um potencial risco para o meio ambiente e a saúde pública. No estudo, diversos pesquisadores avaliaram cemitérios em países europeus, onde foi comprovada a presença de focos de bactérias e poluentes originários dos túmulos que impactavam a população vizinha às necrópoles.


No Brasil, os danos causados pelos cemitérios são objeto de estudo desde os anos 1970. Inúmeras análises já trouxeram evidências de que pessoas que moram e trabalham próximas desses locais podem ser vítimas de doenças decorrentes de bactérias e vírus presentes em água contaminada por necrochorume.


Em 2003 foi publicada pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) a Resolução nº 335, que obriga que cemitérios horizontais e verticais tenham licenciamento ambiental para serem construídos. A fiscalização foi incumbida aos órgãos fiscalizadores de cada estado ou município.


No entanto, grande parte dos cemitérios foram construídos muito antes da resolução do Conama, sendo raros os que realmente possuem licenciamento ambiental. Isso significa que grande parte foi construída sem qualquer estudo geotécnico prévio. Esse estudo analisa o tipo de solo, as condições climáticas da região e, principalmente, mapeia os níveis de profundidade dos lençóis freáticos para evitar contaminações.


Necrochorume


Depois da morte, nosso organismo produz um líquido viscoso, castanho-acinzentado e mal cheiroso, chamado necrochorume. Ele contém várias substâncias que são expelidas do cadáver, como água, sais minerais, patógenos (bactérias, vírus ou protozoários) e até mesmo restos de medicação que a pessoa tomou em vida. Estima-se que cada cadáver pode produzir cerca de 30 a 40 litros de necrochorume em um período de seis meses a três anos, dependendo das condições em que foi enterrado.


O descarte indevido do necrochroume faz com que ele penetre o solo, contamine lençóis freáticos, nascentes de rios e poços rasos.


Fonte: TAB


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