Falta de informação sobre febre amarela é mais uma ameaça aos primatas



Não somente o vírus da febre amarela tem sido uma ameaça aos primatas da Mata Atlântica. Maus-tratos e violência provocados pelo próprio homem têm sido recorrentes em áreas onde há casos da doença. Os macacos não são os responsáveis pela existência do vírus e também não facilitam sua transmissão a humanos. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) emitiu, semana passada, um alerta à sociedade para reforçar a proteção dessas espécies e evitar maus-tratos. O objetivo do governo federal é esclarecer à sociedade sobre os vetores de transmissão da doença e evitar que a desinformação cause violência e a matança dos animais.

Segundo especialistas, como estes primatas vivem no interior das matas, costumam ser os primeiros a serem infectados. A mortes destes animais em número anormal sinaliza a circulação do vírus e permite às autoridades de saúde intensificar a vacinação, protegendo as pessoas que vivem ou visitam as regiões onde há surto da doença.

De acordo com a legislação ambiental, matar ou maltratar animais é crime, com pena de até um ano de detenção, além da aplicação de multa. Como no bioma Mata Atlântica existem espécies ameaçadas de extinção, a situação é ainda mais preocupante. É fundamental que a população se conscientize e se mobilize no sentido de proteger esses animais e denunciar os casos de violência.

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