• Caroline Martins

10 princípios para o Lixo Zero



O problema da geração de lixo é uma realidade da sociedade de consumo. A priorização da não geração ou sua minimização deve ser uma prática constante das empresas e dos cidadãos.


O manejo adequado dos resíduos sólidos é essencial para a saúde pública e a preservação do meio ambiente. Nas empresas, a geração de resíduos é o que chamamos de aspecto ambiental, ou seja, um elemento da operação de uma organização que possa interagir com o meio ambiente.

O seu gerenciamento deve ser pensado de maneira macro, de acordo com a seguinte ordem: 

Não geração > Redução > Reutilização > Reciclagem > Tratamento > Disposição final adequada

Existem alguns princípios que podem levar as empresas à redução da geração de resíduos sólidos. Conheça os 10 princípios do Lixo Zero e se inspire para adotar novas práticas!



1) Compromisso com o Triple Bottom Line


Garantir que os padrões de desempenho social, ambiental e econômico sejam obtidos simultaneamente. Para isso, operar segundo os mais altos padrões éticos, mantendo sistemas de informações claras e transparentes.


Produzir relatórios de desempenho socioambiental que documentam a forma como são implementadas as políticas de sustentabilidade, informando trabalhadores, clientes e comunidade sobre o ciclo de vida e os impactos ambientais da produção, produtos ou serviços.


2) Usar o Princípio da Precaução


Aplicar o princípio da precaução antes de introduzir novos produtos e processos, a fim de evitar que produtos e práticas gerem desperdício ou resíduos tóxicos.


3) Desempenho Lixo Zero para aterro ou incineração


Desviar de aterro mais de 90% dos resíduos sólidos que são gerados nas operações da organização, não depositando mais de 10% neste destino final. Não tratar resíduos sólidos por processos térmicos que operam acima da temperatura ambiente ou biológica (acima de 94° C), mesmo que para recuperar a energia ou materiais.


4) Responsabilidade pelo retorno de produtos e embalagens


Assumir a responsabilidade financeira e/ou física por todos os produtos e embalagens produzidos e/ou comercializados, sob a(s) marca(s) corporativa(s), e exigir que os fornecedores também o façam.


Para isso, apoiar e adotar a reutilização, reciclagem e compostagem, ou organizar novos sistemas de logística reversa de produtos e embalagens pós consumo, sob a(s) marca(s) corporativa(s). Incluir a reutilização, reparação, reciclagem ou a compostagem dos produtos como critério de projeto para os novos produtos, quando aplicável.


5) Utilizar produtos ou matérias-primas reutilizados, reciclados ou compostados


Usar materiais reciclados ou compostados em todos os aspectos das operações, incluindo instalações de produção, escritórios e na construção de novas instalações.


Comprar produtos reutilizados onde eles estão disponíveis e fazer o excedente de estoques, equipamentos e produtos disponíveis para reutilização por outras pessoas ou empresas. Rotular produtos e embalagens com a quantidade de materiais reciclados pós-consumo, livres de produtos químicos, ou provenientes de extração ecologicamente correta.


6) Prevenir a poluição e reduzir o desperdício


Redesenhar sistemas de produção, fornecimento e distribuição para reduzir o uso de recursos naturais, evitando a poluição e o desperdício de materiais pela avaliação contínua dos sistemas, procedimentos e políticas.


Na medida em que os produtos contêm materiais com conhecida ou suspeita de impactos negativos adversos à saúde humana ou ambiental, notificar os consumidores quanto ao seu conteúdo e forma de gerir com segurança os produtos no final de sua vida útil de acordo com os sistemas de logística reversa estabelecidos, envidando esforços para eliminá-los dos processos produtivos.


7) Maior e melhor uso


Avaliar continuamente os mercados fornecedores e consumidores a fim de direcionar os produtos descartados e embalagens para recuperar o valor mais elevado de acordo com a seguinte hierarquia: a reutilização do produto para sua finalidade original; reutilização do produto para fins alternativos; reutilização de suas partes; reutilização dos materiais; reciclagem em sistemas de circuito fechado; reciclagem em aplicações de uso único.


8) Incentivar clientes, trabalhadores e fornecedores


Encorajar clientes, funcionários e fornecedores para eliminar o desperdício e maximizar a reutilização, reciclagem e compostagem de materiais descartados através de programas de educação ambiental, benefícios ou incentivos econômicos. Usar incentivos financeiros para encorajar fornecedores a aderir os princípios do Lixo Zero.


Avaliar as devoluções e descartes para determinar como desenvolver outras oportunidades de negócios produtivos para estes ativos, ou para projetá-los de modo a eliminá-los caso não possam ser de reutilizados ou reciclados de forma sustentável.


9) Evitar o desperdício na produção e comercialização de produtos ou serviços


Avaliar os produtos e serviços regularmente para determinar se há algum desperdício e desenvolver alternativas para eliminá-los, em casos positivos.


Avaliar todos os produtos quanto a possibilidade de serem facilmente desmontados ou consertados, incentivando a reutilização, reparação e reciclagem. Projetar os produtos para serem duráveis, tanto quanto a tecnologia é na prática. Eliminar gradualmente a utilização de materiais não sustentáveis, desenvolvendo tecnologias para oferecer produtos que facilmente possam ter suas matérias primas disponíveis.


10) Eliminar o uso de materiais tóxicos nos processos de produção e comercialização


Não usar produtos tóxicos bioacumulativos ou poluentes orgânicos persistentes (POP), ou outros produtos químicos tóxicos ou sem viabilidade técnica para reciclagem. Eliminar os riscos de saúde e segurança ambiental para os empregados e as comunidades onde a empresa atua.


Agora que você já sabe os 10 princípios para o Lixo Zero, seja um praticante! Podemos te ajudar no gerenciamento dos resíduos sólidos objetivando a máxima eficiência. Clique AQUI e converse com um de nossos consultores ambientais!

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