Tratamento de gases gerados em aterros sanitários




Da mesma forma que o chorume é formado pela decomposição de rejeitos em um aterro sanitário, gases também são gerados, como dióxido de carbono (CO2) , nitrogênio (N2) , hidrogênio (H2) , oxigênio (O2) , gás sulfídrico (H2S) , amônia (NH3) e, principalmente, metano (CH4).


A coleta desses gases é realizada por um sistema de drenagem constituído por tubos perfurados de concreto ou policloreto de vinila (PVC), revestidos com brita. Os gases gerados nos aterros podem causar a expansão das células do aterro e provocar a ruptura das camadas de cobertura (ESPINOSA; SILVAS, 2014).


Além de prejudicial à saúde, os gases gerados nos aterros têm grande potencial de aumento do efeito estufa. O tratamento mais aplicado é a queima do metano, gerando a produção de dióxido de carbono (CO2 ) e água em sua reação completa.


Contudo, como aponta o Cempre (2018), esse método de tratamento ainda demanda avanço da tecnologia para que possa ser considerado um meio eficiente de tratamento. Muitos projetos mundo afora utilizam os gases gerados nos aterros sanitários para aproveitamento energético, convertendo os gases em eletricidade, vapor, combustível para caldeiras ou fogões, combustível veicular ou para abastecer gasodutos com gás de qualidade. No Brasil temos um exemplo dessa aplicação nos aterros Bandeirantes e São João, ambos no município de São Paulo, que geram energia elétrica.


O Cempre (2018) destaca que a grande dificuldade para que o aproveitamento energético seja utilizado em maior escala é o controle de parâmetros importantes para o processo, como umidade, potencial redox, temperatura, teor de sólidos voláteis, entre outros.


Outro importante fator limitante é a capacidade dos sistemas de eliminar impurezas corrosivas, que afetam o processo de aproveitamento energético e muitas vezes é tão complexo e necessita de um investimento tão alto que a solução é inviabilizada economicamente.


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