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Monitoramento da Qualidade da Água no Rio Paraopeba

Atualizado: 13 de mar. de 2019



Foto: Técnicos do Sisema coletam amostras de água no Rio Paraopeba.

Foto: Técnicos do Sisema coletam amostras de água no Rio Paraopeba.

Fonte: Jornal O Tempo

O Rio Paraopeba nasce no município de Cristiano Otoni (MG) e deságua na represa de Três Marias, no município de Felixlândia (MG). Sua extensão é de aproximadamente 510 km e é um dos principais afluentes do Rio São Francisco.

De acordo com o Concelho Nacional de Meio Ambiente - Conama, o Rio Paraopeba é classificado como de Classe 2, segundo a qualidade requerida para o seu uso.

Rios de Classe 2

As águas que podem ser destinadas:

a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;

b) à proteção das comunidades aquáticas;

c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho;

d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e

e) à aquicultura e à atividade de pesca.

Plano Emergencial de Monitoramento da Qualidade da Água e dos Sedimentos

Com o rompimento da barragem B1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, foi criado um Plano Emergencial de Monitoramento da Qualidade da Água e dos Sedimentos no Rio Paraopeba e afluentes impactados.

Uma força tarefa composta pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e a Agência Nacional de Águas (ANA), atuam no monitoramento da água e mapeiam o avanço da pluma de rejeitos.

O monitoramento da velocidade do avanço da pluma de sedimentos está sendo feito através de sobrevoos das equipes técnicas e coleta de dados, desde o dia 26/01.

Pontos de Monitoramento

A extensão do monitoramento é do local do acidente, percorrendo o Rio Paraopeba à jusante, até o reservatório da Usina Hidrelétrica Três Marias.

A análise dos cursos d´água atingidos será feita em quarenta e sete (47) pontos do Rio Paraopeba. São dezoito (18) estações de monitoramento já existentes e outras vinte e nove (29) emergenciais, geridas pelo IGAM, Copasa, CPRM e ANA.

Além do monitoramento da qualidade da água, será feito também o monitoramento geoquímico dos sedimentos, com frequência de quinze dias. A análise será feita pela CPRM em vinte e nove (29) pontos.

Serão coletadas amostras de sedimento de fundo e água superficial. O propósito desse monitoramento é comparar os dados geoquímicos coletados com aqueles anteriores ao desastre.

Publicação dos Resultados

A análise da água e dos sedimentos será feita diariamente e até várias vezes por dia, e por período indefinido, até quando se julgar necessário, nas 18 estações já previamente existentes: Igam (12), Copasa (3) e CPRM/ANA (3).

A frequência do monitoramento será continuamente avaliada conforme resultados obtidos e a p