Economia circular no setor de alimentos




O combate às perdas e ao desperdício de alimentos requer um olhar diferenciado para as práticas operacionais, produtivas e de consumo, gerando mudanças que devem ser entendidas e praticadas em toda a cadeia da produção alimentar.


E uma das principais mudanças relaciona-se a transformar as perdas e o desperdício de alimentos, ou qualquer tipo de resíduo alimentar, em algo útil novamente e reintroduzi-lo na cadeia de valor. E este conceito é a base do pensamento da Economia Circular.


Baseada neste modelo de pensamento, a Agência de Proteção Ambiental nos Estados Unidos (EPA) desenvolveu uma proposta de atuação conhecida como Hierarquia de Recuperação de Alimentos (HRA). Trata-se de seis níveis de ações, praticáveis em qualquer nível da cadeia, até mesmo no âmbito dos pequenos negócios, visando a aproveitar ao máximo os alimentos e minimizar os resíduos.


06 Níveis da Hierarquia de Recuperação de Alimentos (HRA)


O 1º nível da HRA, Redução na Fonte, visa à redução do desperdício de alimentos, desde a produção ao consumidor final. Neste nível, recomenda-se que as organizações e consumidores finais passem a adotar ações de consumo, produção e processamento de alimentos mais conscientes.


O 2º nível, Alimentar Pessoas Carentes, trata da possibilidade do desenvolvimento de campanhas de doação para pessoas/instituições de cunho social, objetivando o reaproveitamento das sobras produtivas de estabelecimentos comerciais e de alimentos próximos ao vencimento da validade, que possuam qualidade e condições apropriadas de consumo por seres humanos.


O 3º nível, Alimentação de Animais, inclui ações para o reaproveitamento dos resíduos de alimentos não adequados para o consumo humano, mas que ainda podem ser transformados em produtos nutritivos capazes de promover a alimentação de animais.


O 4º nível, Uso Industrial, propõe a implantação da reciclagem industrial, por meio de projetos que visem a auxiliar em questões ambientais e econômicas, associadas com o desperdício de alimentos, gerando energia, biomassa, fertilizante líquido, entre outros.


O 5º nível, Compostagem, visa ao desenvolvimento de projetos para transformação dos resíduos alimentares em adubo orgânico.


Por último, o 6º nível, Incineração ou Aterro, corresponde à destinação ou eliminação dos resíduos alimentares que não puderam ser reaproveitados de forma alguma ao longo do processo. É o caminho menos desejável, que deve ser empregado apenas quando todos os níveis superiores forem inviáveis.


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