A evolução da responsabilidade social corporativa





Na década de 90, ficou famoso no mundo todo o caso da Nike, que teve de lidar com uma denúncia de trabalho infantil e escravo em fábricas terceirizadas na Indonésia.


Após esse caso, as pressões da sociedade contra esse tipo de modernização selvagem das empresas que usavam de mão de obra infantil e escrava nas suas estratégias de competitividade, foi aumentando de forma acentuada ao longo do tempo.


O episódio da Nike, por exemplo, motivou a primeira campanha global de boicote por parte de consumidores e levou a empresa a controlar as condições de trabalho de forma mais efetiva em sua cadeia produtiva. As publicações dos relatórios da ONU sobre o aquecimento global também tiveram um impacto nas pressões da sociedade civil sobre as grandes corporações e governos.


A ideia de sustentabilidade e de desenvolvimento sustentável começa a ocupar o vocabulário das empresas e governos de forma cada vez mais frequente. As organizações sociais, por sua vez, também disputam o conceito de responsabilidade social introduzindo ou reforçando as dimensões sociais, ambientais, culturais e políticas.


A partir do final dos anos 90 do século passado, uma série de iniciativas de proteção social, trabalhista e ambiental foram lançadas por organizações multilaterais com o objetivo de buscar o comprometimento formal das empresas com a responsabilidade social e ambiental.


Nesse rol de iniciativas, podemos mencionar: a Declaração dos Direitos Fundamentais do Trabalho da OIT aprovada em 1998, a Declaração Tripartite de Princípios sobre Empresas Multinacionais e Política Social de 1977 (revisada em 2000), a revisão das Diretrizes para Empresas Multinacionais da OCDE em 2000, o lançamento dos Princípios do Pacto Global por iniciativa da ONU também em 2000.


É nesse contexto que se iniciaram os debates em torno da necessidade de se criar parâmetros que pudessem fazer convergir conceitos e práticas de responsabilidade social que ganhavam amplitude nos anos 90, porém, de maneira muito difusa e contraditória por parte das organizações, especialmente as grandes empresas multinacionais, que adotavam diferentes posturas em diversas partes do mundo em relação aos direitos humanos e à legislação trabalhista e ambiental.


Os debates sobre a necessidade de prover a sociedade de um entendimento comum sobre responsabilidade social em nível global foram ganhando cada vez mais adesão por parte de diferentes atores sociais a partir de 2001 e acabaram desembocando na elaboração da norma internacional sobre responsabilidade social: a NBR 26000.


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