Tipos de reúso da água




De maneira geral, o reúso de água pode ser feito de forma direta ou indireta, por meio de ações planejadas (uso intencional) ou não (uso não intencional), visando o uso potável ou não potável da água obtida após tratamento.



Reúso Direto


Sendo assim, o reúso direto é aquele em que a água, após tratamento devido do efluente, é encaminhada do ponto de descarga diretamente para o local onde será utilizada. A reciclagem da água, que ocorre pelo reúso interno antes de sua descarga em um sistema de tratamento ou disposição, e que serve como fonte suplementar de abastecimento, é um caso particular de reúso direto da água.



Reúso Indireto


Já o reúso indireto ocorre quando a água é descartada no corpo receptor (águas superficiais ou subterrâneas) para diluição e depuração e só então utilizada novamente a jusante do descarte.


O reúso indireto pode ocorrer de forma não planejada (não intencional), em que a água é utilizada de forma não controlada, sendo um subproduto não intencional de uma descarga a montante. Ele também pode ocorrer de forma planejada e, neste caso, o reúso é resultado de uma ação humana consciente, por meio da descarga do efluente tratado que é utilizado a jusante em sua forma diluída e de maneira controlada, para um uso benéfico.



Reúso Potável e Não Potável


O reúso pode ainda ser classificado em potável e não potável.


O reúso potável direto ocorre quando o esgoto recuperado por meio de tratamento avançado é diretamente reutilizado no sistema de água potável.


O reúso potável indireto, por sua vez, ocorre quando o esgoto, após tratamento, é descartado no corpo receptor para diluição e autodepuração, captado, tratado e, por fim, utilizado como água potável.


Dentre os reúsos não potáveis destacam-se aqueles para fins agrícolas (irrigação de plantas alimentícias), industriais (águas de refrigeração, processos, caldeiras etc.), recreacionais (rega de plantas e enchimento de lagoas ornamentais, rega de campos e parques etc.), domésticos (rega de jardins, descargas sanitárias etc.), manutenção de vazões de cursos d’água, aquicultura (produção de peixes e plantas aquáticas) e recarga de aquíferos subterrâneos.


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