Lixão ou Aterro Sanitário

Umas das diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), é a extinção dos lixões ou vazadouros, pelos municípios brasileiros e a substituição dos mesmos por aterros sanitários.

Além do fim dos lixões, a PNRS tem como diretrizes e prioridades, reduzir o volume de resíduos gerados (pela população, pelas indústrias, etc.). Aliando essa redução com mecanismos de coleta seletiva, reciclagem e logística reversa. Assim, a PNRS parte do princípio de que os aterros sanitários serão construídos apenas para receber dejetos, ou seja, tudo aquilo que não pode ser reaproveitado, tudo que pode ser reaproveitado, será reaproveitado antes.

 

O que é um lixão ou vazadouro

O lixão é um local onde os resíduos sólidos são dispostos diretamente sobre o solo e a céu aberto, sem nenhuma medida de proteção ao meio ambiente. Geralmente no lixão, não existe nenhum tipo de controle quanto aos resíduos depositados. Assim, resíduos domiciliares, comerciais, industriais, são depositados em conjunto.

Um dos principais problemas relacionados aos lixões, é o chorume gerado na decomposição dos resíduos. Esse chorume infiltra no solo, levando contaminantes para o solo e para o lençol freático. A contaminação da água, gera sérios problemas ambientais e grande risco à saúde humana.

Nos lixões podem existir também, problemas como presença de animais (moscas, mosquitos, pássaros, ratos, porcos). Esses animais são transmissores de diversas doenças como raiva, meningite, dengue, febre amarela e leptospirose. Além disso existe ainda a presença de catadores e o risco de incêndio devidos aos gases gerados na decomposição dos resíduos.

 

O que é Aterro Sanitário?

Conforme mencionado a PNRS prevê a construção de aterros sanitários pelos municípios, pois, a disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário. No aterro sanitário a disposição dos resíduos sólidos obedece uma série de normas e procedimentos a fim de minimizar os impactos dos resíduos sólidos sobre o meio ambiente.

Entre as normas que envolver construção e operação de lixões podemos citar: construção do aterro a uma distância mínima de 100 metros de área construída e cursos d'água, o solo deve ser impermeabilizado com uma camada de dois metros de manta sintética, pedra e areia, deve haver uma alternância de resíduos compactado com terra e argila, e deve ser plantado grama por cima, nunca devem ser plantadas espécies arbóreas. A construção do aterro deve ser em desnível e o mesmo deve conter sistema de drenagem de gás metano e de chorume.

O terreno antes de receber os resíduos sólidos, deve ser preparado previamente com o nivelamento do solo e com o selamento da base com argila e mantas de PVC, que são extremamente resistentes. Desta forma, com essa impermeabilização do solo, o lençol freático não será contaminado pelo chorume, como acontece no lixão.

O chorume é coletado através de drenos e encaminhado para poços de acumulação de onde deve permanecer por seis meses. Depois dos seis meses, quando a vazão e os parâmetros já estão adequados para tratamento, o chorume acumulado deve ser encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. 

A operação correta do aterro sanitário, também prevê a cobertura diária dos resíduos, visando a não proliferação de vetores, mau cheiro e poluição visual, conforme acontece nos lixões.

Uma área de depósito de resíduos sólidos, seja ela lixão ou aterro sanitário não deve receber construções de qualquer tipo, por pelo menos 30 anos após seu fechamento. Isso porque o terreno, durante este período, apresenta-se como uma massa disforme, sem sustentação, com buracos onde se formam massas de gás, que podem desmoronar ou explodir.

Assim, conforme citado, com a aplicação da PNRS o Brasil tem uma meta de acabar com os lixões, visto que os mesmos causam impactos até mesmo imensuráveis ao meio ambiente, e nesse caso a implantação de aterro sanitário é a alternativa menos impactante. 

Por fim, a Trilho Ambiental esta a sua disposição para sanar qualquer duvida ou apontamento, e caso tenha interesse em alguma das nossas soluções, estamos a disposição desde já.

E-mail          contato@trilhoambiental.org

 

Telefones     +55  (31)  3221-6040 

                             

                             (31)  3245-8941

Rua José Pedro Drumond, n 204

 

Bairro Floresta, Belo Horizonte/MG 

CEP 30150-140

  • Linkedin da Trilho Ambiental
  • Facebook da Trilho Ambiental
  • YouTube da Trilho Ambiental
Mapa do Site:
Mapa do Brasil
Todos os direitos reservados à Trilho Ambiental Ltda.